A vida continua…Uma dádiva que devemos usufruir, mas nada é tão simples quanto parece.
O brilho dos teus olhos naquelas tardes de sol assim o dizem, assim vejo e também sei.
Dias que vão passando, o dia que passa… onde está o começo, pois só encontras o fim?... o fim, aquele que vem acompanhado daquela leve brisa que também sentimos, ali, juntos.
As belas tardes de pôr-do-sol que se transformam em longas noites de céu estrelado, onde a Via Láctea pertencia unicamente a nós dois, ao nosso amor, grande sol.
Deitados, ali, vivemos…
Sentimos a vida a nossa volta. Senti, ali, a tua vida.
O toque incessantemente único dos teus beijos incansáveis, os teus lábios vermelho adocicado, suaves e puros.
Os tons azulados no céu conjugados com o branco que por fim cintilava, mais uma vez, realçavam o teu lado mais pulcro… e eu, admirava, sem me cansar, como quem conta todas as estrelas do universo.
Aquele infindável manto sideral que nos cobriu durante tanto tempo, um dia fez parte de nós, agora sou eu quem faço parte dele.
Assim estou, assim estás.
Acompanho e observo todos os dias, toda hora, a cada momento.
Não foi a tanto tempo… uma vida talvez… mesmo assim sinto uma leveza dentro de mim que eleva o meu espírito e purifica a minha alma, renasce e renova.
Os tons azulados no céu conjugados com o branco, iluminam o meu ser.
Deitada, ali, permaneces.
Vives como se já não houvesse amanhã, vives como se já nada importasse, mas por mais triste que possa ser tens de continuar, seguir em frente, pois por mais triste que possa ser o amanhã, será a despedida, o fim.
Derramarás lágrimas de sangue, vermelho adocicado, suaves e puros, cada vez que lembrares dos nossos incansáveis beijos. Lamentarás cada momento perdido, a vida não usufruída, as eternas e inesquecíveis tardes de sol, as longas noites de céu estrelado.
A vida continua… uma dádiva.
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